quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Autonegligência é violência e é passível de denúncia

Depois de muito pesquisar sobre o que fazer quando os idosos não aceitam tratamento de saúde, ir a médicos ou tomar remédios, ou quando começam provocar riscos para si ou para outros, finalmente achei um termo que parece ser menos radical que a interdição mas que pode ser uma justificativa adequada caso ela venha a ser de fato necessária. É a autonegligência.


A picture of an old man sitting alone on a straw chair with his head in his hands, evoking intense sorrow.


Quem tem familiares idosos pode se ver diante da seguinte situação: quer que os pais, tios, avós ou outros parentes vão ao médico e estes não aceitam. É claro que há também o direito à escolha do tratamento, mas é preciso que haja um - ou que não haja necessidade de um. Se houver desconfiança de problemas de saúde e recusa sistemática, mesmo com insistência da família, este pode ser um dos motivos e pode ser denunciado como violência ao idoso, no caso, causada por ele próprio. Ocorre que o familiar pode involuntariamente ser acusado de negligência mesmo que venha tentando cumprir seu papel. Sem um diagnóstico de incapacidade física ou mental ou declaração de pródigo, não consegue agir. Onde denunciar? Delegacia do Idoso, Ministério Público. O tema é espinhoso e exige muita paciência, carinho e reflexão. Para auxiliar, algumas dicas de links e leituras:

Ministério Público do RS - Direitos Humanos - Idosos
http://www.mp.rs.gov.br/dirhum/topico/idt102.htm
Ministério Público do RS - Legislação e terminologia
http://www.mp.rs.gov.br/legislacao/id3072.htm


Autonegligência - conduta de pessoa idosa que ameaça sua própria saúde ou segurança, com a recusa ou o fracasso de prover a si mesmo um cuidado adequado.


Portal do Envelhecimento - "O limite entre cuidar e maltratar", pela Dra. Débora Braga Zagabria (Assistente Social)

http://www.portaldoenvelhecimento.org.br/pforum/cid10.htm

Auto-negligência: além das condições de higiene e pessoal precárias, as condições ambientais podem ser indicativas; cômodos precários do ponto de vista sanitário e de higiene; roupas inadequadas; falta de ajuda de recursos médicos necessários, moradia grosseiramente inadequada ou ausência da mesma, recusa do idoso em alimentar-se, tomar medicamentos e fazer a higiene pessoal.


Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre - Políticas em Saúde - Idoso
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/sms/default.php?p_secao=426

Cartilha sobre Direitos dos Idosos da Defensoria Pública do Ceará
http://www.anadep.org.br/wtksite/CARTILHA_IDOSO_ADPEC.pdf

Cartilha "Idoso, Cidadão Brasileiro", da Previdência Social do Brasil
http://www.previdencia.gov.br/arquivos/office/3_081210-171425-872.pdf

Diagnósticos de enfermagem - Autonegligência
http://enfermeiropsf.blogspot.com/2011/01/diagnosticos-de-enfermagem.html

Artigo sobre Interdição de Idosos, de Gisele Beretta Notti resultante do Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito parcial para aobtenção do grau de Bacharel em Direito pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul em 30 de junho de 2011, orientado pela Professora Doutora Lívia Haygert Pithan
http://www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/direito/graduacao/tcc/tcc2/trabalhos2011_1/gisele_notti.pdf

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Vlog do Fernando: os velhos nas redes

Virais são "produtos" - vídeos, textos, fotos, etc - feitos para gerar um número imenso de acessos, e eles não precisam ser politicamente corretos, bonitinhos, etc. Em geral, muito pelo contrário. Um deles é o "Vlog do Fernando", vídeo em que o personagem Fernando se apresenta como velho que resolveu fazer um vlog (vídeo + blog) com suas impressões sobre a vida e sobre o que os jovens precisam saber. Para quem sente falta dos avós ou de alguém que "dê a real", é um prato cheio. Criado como produto humorístico os vídeos - sim, após o primeiro vieram vários outros - fazem sucesso exatamente por expor de forma nua e crua o que todo mundo pensa e nem sempre fala. Há esterótipos. Mas alguns são possibilidades, e há críticas bem diretas sobre a vida e o cotidiano. Vale a pena conferir.

sábado, 1 de outubro de 2011

1º de outubro é o Dia Nacional e Internacional da pessoa Idosa

No post anterior falei sobre algumas angústias. E elas aumentam quando vemos as estatísticas x ações. Abaixo alguns exemplos retirados do Portal da Saúde do Governo Federal, nem sempre recentes, o que preocupa ainda mais.


- Pesquisa do IBGE que descreve o Perfil dos Idosos Responsáveis por Domicílio no Brasil.Pesquisa do SESC que descreve o Perfil Sócio-demográfico dos Idosos Brasileiros.Pesquisa do SESC que descreve Percepção da 3ª Idade e Auto-imagem do Idoso.Pesquisa do SESC que descreve as demandas setoriais (saúde, acessibilidade, educação, formação, informação, aposentadoria, tempo livre, lazer e atividade física).Pesquisa do SESC que descreve o Estatuto do idoso, direitos e violações.Pesquisa do SESC que descreve as Relações Familiares e Laços Familiares, Instituições de Longa Permanência para Idosos e Percepções da Morte.

Uma das formas de dar-se conta de que NÓS ficamos velhos é não só ver que nossos pais ficaram mas começar a pensar em como será a nossa PRÓPRIA velhice. Temos muito a aprender com os orientais nesse ponto. É a velha e boa busca da saúde e do equilíbrio desde cedo, mas que antes parecia distante e agora cada vez mais parece tão presente. Ficam então algumas dicas de leitura: "Planejando sua velhice", mais uma do site Cuidar de Idosos e "Pais idosos: A hora de rearrumar a estrutura familiar para dar conta dos velhos em casa", do site Mais de 50, lembrando que os velhos da casa podem ser você mesmo em um tempo que passa muito, muito rápido, e que da saúde é preciso cuidar desde agora.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A relatividade do sucesso

Recebi esse e-mail hoje e achei bem interessante, na linha "Benjamin Button". Ou "das cinzas às cinzas, do pó ao pó". A ciência avançou muito na arte de manter o ser humano vivo e saudável, mas ainda há muito a fazer, em especial no que não diz respeito à tecnologia, mas à humanidade, em si: no respeito, acessibilidade, oportunidade...
Andei meio sumida deste blog por bons motivos: o que estava me angustiando foi resolvido temporariamente. Sim, temporariamente, pois o tempo não vai parar e os problemas voltarão. Nesse meio tempo, estou aproveitando e pensando em como lidar com o futuro.
Tempo... como isso é recorrente. Uma das dificuldades, ao menos para mim, diz respeito ao tempo para lidar com as situações que surgem. E não é só porque eu vivo correndo, mas porque às vezes esperar para agir pode ser perder tempo. Mas o que fazer quando nossos pais não aceitam ir ao médico, sequer para nos tranquilizar? Quando não deixam hábitos que prejudicam sua saúde ou começam a fazer coisas perigosas, mesmo que para chamar nossa atenção, mas ainda tem poder de decisão e independência para negar-se a fazer o que recomendamos?
Gostei muito dessa publicação do site Cuidar de Idosos (não só dessa, ele é em geral um ótimo site): "Idosos que não querem cuidar da saúde". É um texto realista, prático, e ajuda os filhos a tirarem um pouco do sentimento de "culpa" por não conseguirem convencer seus pais a se tratarem como deveriam. Mas também não os isenta de prestar atenção nos sinais que podem indicar depressão ou outros problemas que signifiquem o fim dessa condição de decidir por si.
Aí entra outra publicação: "Como Conversar E Lidar Com Um Idoso Teimoso" que achei interessante, sobre o momento de tomar atitude. Isso vale também, muitas vezes, para pessoas mais jovens e que sofrem doenças e dependência química, por exemplo: ficamos na dúvida de se podemos agir e de que forma. Ainda sinto falta de um parecer jurídico sobre o tema, pois o Estatuto do Idoso fala na proteção, mas não é claro quando chega no ponto em que a pessoa já não consegue decidir sobre si e nem em como fazer quando não temos certeza se esse momento chegou.

Art. 17. Ao idoso que esteja no domínio de suas faculdades mentais é assegurado o direito de optar pelo tratamento de saúde que lhe for reputado mais favorável.Parágrafo único. Não estando o idoso em condições de proceder à opção, esta será feita:I – pelo curador, quando o idoso for interditado;II – pelos familiares, quando o idoso não tiver curador ou este não puder ser contactado em tempo hábil;III – pelo médico, quando ocorrer iminente risco de vida e não houver tempo hábil para consulta a curador ou familiar;IV – pelo próprio médico, quando não houver curador ou familiar conhecido, caso em que deverá comunicar o fato ao Ministério Público.

A recomendação geral é carinho, diálogo, observação... que são ótimas recomendações, mas quem vive o momento sabe o quão angustiante ele pode ser. Interdições jurídicas são complicadas, demoradas, e em geral, traumáticas. Normalmente dizem mais respeito à capacidade de realizar transações financeiras, mas muitas vezes a necessidade diária é bem mais simples: a de  convencer o idoso a ir ao médico. A Caderneta de Saúde proposta é uma iniciativa louvável, mas que passa pela cooperação do próprio idoso para ser preenchida de acordo.


    



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Aos 02 anos sucesso é: conseguir andar

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Aos 04 anos . sucesso é: não fazer xixi nas calças

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Aos 12 anos . sucesso é: ter amigos

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Aos 18 anos . sucesso é: ter carteira de motorista.

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Aos 20 anos. Sucesso é: fazer sexo

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Aos 35 anos. Sucesso é: dinheiro

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Aos 50 anos. Sucesso é: dinheiro

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Aos 60 anos. Sucesso é: fazer sexo

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Aos 70 anos. Sucesso é: ter carteira de motorista.

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Aos 75 anos. Sucesso é: ter amigos

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Aos 80 anos. Sucesso é: não fazer xixi nas calças

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Aos 90 anos. Sucesso é: conseguir andar.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Ficam os velhos? FICAMOS VELHOS todos nós

Envelhecer bem é o tema desta matéria do site Mais que Beleza. Não adianta se queixar depois, é preciso mudar hábitos enquanto falta mais tempo para chegar lá - e para conseguir.



Como Nossos Pais

Atribuições e limitações

Os filhos têm obrigação de cuidar dos pais idosos? A Psicóloga Luciene C. Miranda aborda o tema no portal Cuidar de Idosos. Já o portal Cuidamos.com lista algumas dicas bastante úteis para quem está perdido sobre o lidar com os pais ao ficarem mais velhos. Aborda o bem-estar emocional e psíquico, como preparar a casa para que ela ofereça menos riscos e até um tópico sobre como evitar quedas. O portal Bons Fluídos alerta para mudanças de comportamento, respeito às necessidades próprias, dependência, diferenças entre filhos homens e mulheres. Também fala sobre como não descuidar de si e de reconhecer quando os pais precisam de vigilãncia, bronca ou apoio, evitando que coloquem a si mesmos ou a outros em riscos. Também lista algumas dicas de filmes e oficinas sobre memória.